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Coronavírus: Psicanálise e filosofia

Bastante atraente. É esperar para conferir.

Publicados antes no European Journal of Psychoanalysis (EJP – https://www.journal-psychoanalysis.eu/), os ensaios deste livro são considerações de respeitados filósofos e psicanalistas de todo o mundo à crise de escala global provocada pelo Coronavírus.

O vírus irrompeu causando impactos rápidos e profundos na existência humana Os riscos de contágio e períodos indefinidos de isolamento alteraram radicalmente o funcionamento da sociedade. As pandemias não esperam pela compreensão para proliferar. Confusão, doença e morte pontuam a falha dos governos em todo o mundo em responder. Essa coleção de escritos examina os efeitos da pandemia e as condições que tornam possível a crise global. Os autores nos provocam a considerar como o capitalismo, o poder governamental e a biopolítica moldam os contornos da vida e da morte. Eles acendem o diálogo político urgente, abordam as transformações emergentes no campo social e oferecem perspectivas sobre as mudanças na subjetividade e na prática analítica. Além de fornecer reflexões sobre o impacto do Coronavírus, os autores apontam determinantes de como a crise se desenrolará e o que pode estar no horizonte.

A obra

Fernando Castrillon, Thomas Marchevsky, eds. Coronavirus, Psychoanalysis, and Philosophy: Conversations on Pandemics, Politics and Society.

Editor: Routledge; 1st. edition (April 6, 2021), 192 páginas.

Língua: English

Ver: https://www.routledge.com/Coronavirus-Psychoanalysis-and-Philosophy-Conversations-on-Pandemics/Castrillon-Marchevsky/p/book/9780367713669

Biografias dos editores:

Fernando Castrillón (https://drcastrillon.com/), Psy.D. Editor-in-Chief of the European Journal of Psychoanalysis, is a personal and supervising psychoanalyst, Professor in the Community Mental Health Program at the California Institute of Integral Studies (CIIS), and a member of the Istituto Elvio Fachinelli ISAP (Institute of Advanced Studies in Psychoanalysis) based in Rome, Italy. He is the author of a book and numerous articles in both Spanish and English.

Thomas Marchevsky (https://www.ciis.edu/faculty-and-staff-directory/thomas-marchevsky), Ph.D. is an editor of the European Journal of Psychoanalysis and has a psychoanalytic practice in San Francisco, California. He is a member of the Lacanian School of Psychoanalysis (LSP), is Director of The Clinic Without Walls, and is an adjunct faculty member at the California Institute of Integral Studies (CIIS).

TABLE OF CONTENTS

Part I – Philosophers Speak:

  1. Discipline and Punish: The Birth of the Prison [an excerpt] Michele Foucault
  2. A Viral Exception Jean-Luc Nancy
  3. Cured to the Bitter End Roberto Esposito
  4. Riposte to Roberto Esposito Jean-Luc Nancy
  5. The Community of the Forsaken: A Response to Agamben and Nancy Divya Dwivedi and Shaj Mohan
  6. The Virtues of the Virus Rocco Ronchi
  7. The Threat of Contagion Massimo De Carolis
  8. What Carries Us On Shaj Mohan
  9. The Obscure Experience Shaj Mohan
  10. Agamben, the Virus, and the Biopolitical: A Riposte Zsuzsa Baross
  11. A Much Too Human Virus Jean-Luc Nancy
  12. The Return of Antigone: Burial Rites in Pandemic Times
    Part II – Philosophers Act: 
  13. One Health and One Home: On the Biopolitics of Covid-19 Miguel Vatter
  14. The Italian Laboratory – Rethinking Debt in Viral Times Elettra Stimilli
  15. Vitam Instituere Roberto Esposito
  16. Communovirus Jean-Luc Nancy
  17. The Satanization of Man. The Pandemic and the Wound of Narcissism Sergio Benvenuto
  18. A Viral Revaluation of All Values? Dany Nobus
  19. Humanity is Rediscovering Existential Solitude, the Meaning of Limits, and Mortality Julia Kristeva
  20. A Flight Indestinate Divya Dwivedi
    Part III – Psychoanalysts Speak:
  21. Psychoanalysis Too, Will Never Be the Same Néstor Braunstein
  22. Politics of the Letter
  23. Our Life After Coronavirus Sergio Benvenuto
  24. The Virus and the Unconscious. Diary From the Quarantine Sergio Benvenuto
  25. Talking Cure by Phone During the Lockdown Monique Lauret
  26. The Truth About Coronavirus Duane Rousselle
  27. Screened Speech is the Foreclosure the Littoral of the Letter René Lew
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Oficinas Criativas

Com orientação da educadora, psicóloga e psicanalista Maria José Siqueira, Mazzé, realizam-se, em Mariápolis Ginetta Calliari, Vargem Grande Paulista/SP, semanalmente, oficinas criativas para meninas de 6 a 14 anos, nos temas de: colagem, modelagem, contação de histórias, bonecas africanas, pintura, teatro. O propósito, sobretudo nestes tempos pandêmicos difíceis e conturbados, é criar uma alternativa viável e segura de outros ares para jovens que precisam permanecer em casa praticamente durante o dia inteiro em todos os dias, e também propiciar a convivência entre elas, tudo sob um atento olhar psicológico e educacional.

Maia: metáfora e catarse eletrônicas

Fausto Antônio de Azevedo

Alguém já disse que a vida é um jogo (e que é também uma realidade alucinada ou um eterno desejo…); então, por que não – e cada vez mais – os jogos eletrônicos, à parte suas especificidades tecnológicas e técnicas, não partirem de fundamentos de críticas psicológicas e sociais? Aí está um filão em pleno crescimento (vejam-se, dentre outros: https://www.theverge.com/2019/7/5/20681134/sea-of-solitude-review-ps4-xbox-one-pc / trauma e depressão; https://cincotons.com.br/colunas/gris-jogo-analise/amp/ / luto; https://venturebeat.com/2019/10/26/how-hellblade-senuas-sacrifice-changed-lives-with-its-thoughtful-portrayal-of-mental-illness/ / saúde mental).

Maia: “Unhappily Ever After” é a narrativa de uma jovem mulher presa num relacionamento abusivo (esses relacionamentos podem ir, num grande leque, desde a explícita forma de agressões físicas até à sutil inteligência de pessoas perversas que praticam o “gaslighting”). Influenciada pelo seu companheiro, “Maia vive uma realidade perigosa ao compreender o mundo de uma forma distorcida. Não se achando capaz de sobreviver ao caos criado por seu parceiro, ela utiliza metáforas imaginativas para enfrentar obstáculos e cumprir as suas demandas”. E tais metáforas podem funcionar parcial e/ou temporariamente como escudo protetor, assim como a formação de um sintoma nas neuroses, mas há sempre o risco de rompimento do dique e de alagamento de todo o psiquismo… A não reação à altura contra um abuso pode criar – e cria – traumas que cobrarão seu preço em outras áreas da vida, como a pessoal, a profissional, a emocional, e a saúde (por exemplo, somatizações). Numa relação abusiva, sempre estão agindo outras dinâmicas ocultas, a exemplo de jogos de poder, violência, insegurança e, o que é bem importante, uma repetição de padrões presentes em nosso próprio modelo familiar, os quais no mais das vezes desconhecemos e atuam subrepticiamente.

Pensando nisso, Letícia Pereira de Souza e Celso Graeser Júnior desenvolveram o “Maia”, um jogo que tanto diverte os aficionados quanto, agudamente, conclama à reflexão e à atitude. Numa atmosfera por óbvio lúdica, mas também aconchegante e serena, Maia caminha praticando suas metáforas e fazendo sua catarse, ao som de uma trilha, de autoria de André Rebouças, que muito se encaixou e sublinhou todo o clima da obra.

Tecnicamente, trata-se de um 2D Puzzle platformer.

Ver o trailer em: https://www.youtube.com/watch?v=mlaEsrdagpM.

Versão demo para baixar em: https://perpetuosgames.itch.io/maia-unhappily-ever-after

Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=mlaEsrdagpM&ab_channel=Perp%C3%A9tuosGames

Maia, que foi desenvolvido pelo Studio Perpétuos Games por alunos do Instituto Politécnico de Leiria, durante o primeiro ano do curso de Games and Multimedia, está selecionado entre os dez finalistas do VI Prémios PlayStation. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=RTRAW6hbTbE&ab_channel=PlayStationPortugal).