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Quantas pernas tem o grou?

Fausto Antônio de Azevedo

A partir de 1343, a vasta área denominada Eurásia passou a padecer de uma pandemia, uma peste: peste bubônica, peste ou morte negra (na sua evolução causava hemorragias subcutâneas, que se tornavam escuras no momento terminal da doença, de onde resulta o nome). A bactéria Yersinia pestis (bacilo isolado apenas em 1894 pelo francês Alexandre Yersin) causa a doença, e tal agente é transmitido ao homem por pulgas (Xenopsylla cheopis) de ratos-pretos (Rattus rattus) ou de outros roedores. A penetração da bactéria na pele provocava adenite aguda, que era denominada de “bubão”, principal sintoma da doença, e disso vem a designação de peste bubônica. A morte sobrevinha entre três e sete dias após o contágio, acometendo de 75 a 100% dos contaminados.

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A vontade como antídoto ao nosso desespero kierkegaardiano

Fausto Antonio de Azevedo

(Psicanalista)

Mário José de Souza Neto

(Escritor, Palestrante)

Sacrifício de Isaac (por Abraão), Rembrandt, 1635, óleo sobre tela, Museu Hermitage, São Petersburgo

Kierkegaard, os três estádios e o desespero

Em artigo anterior1 procuramos ressaltar os três estádios do desenvolvimento humano, na visão de Kierkegaard, e a maneira como tal reflexão filosófica não se opõe à religiosidade, mas, pelo contrário, enseja a passagem do ser humano ao terceiro dos níveis, o mais aprimorado, que é justamente o da religiosidade. Todavia, para isso, é imprescindível uma ação determinada de vontade em cada um que pretenda percorrer esse caminho. Uma vontade hospedada no “eu” e por ele ativada.

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Ainda o sujeito…

No recente 9 de setembro, Marco Focchi lançou um texto em seu blog, que, oportunamente ao artigo Tecnologias de produção do eu que antes publiquei (https://tempoanalise.com.br/tecnologias-de-producao-do-eu-consideracoes-primeiras/), traz a importante discussão a respeito de se saber o que é o sujeito para a Psiquiatria (e, nas entrelinhas, o que é para a Psicanálise atual). Pelo valor e profundidade de tal curto texto, e sua conexão com minhas preocupações – e, ainda, recorrendo aos longínquos tempos de meu curso de italiano no Instituto Cultural Ítalo-brasileiro (Casa di Dante), ousei traduzi-lo aqui, com todo assumido risco de haver cometido erros grosseiros.

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Conhecer-se, moderar-se e ser

A principal tarefa na vida de um homem é a de dar nascimento a si próprio.

Erich Fromm (Análise do homem.)

Conhece-te a ti mesmo.

Nada em excesso.

É.

Pergunto: as três frases acima expressam sugestões? Lemas? Imperativos? E com qual propósito? Quem as disse? Quando? Quais os autores? Tanto quanto pode ser lacônico o exato conteúdo que cada uma carrega, suas histórias, autorias, interpretações o são igualmente.

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Kierkegaard: quando a filosofia não expulsa a religião

Fausto Antonio de Azevedo

(Farmacêutico-Bioquímico, Mestre em Toxicologia, Especialista em Saúde Pública, Psicanalista)

Mário José de Souza Neto

(Engenheiro Químico, Mestre em Química de Polímeros)

A verdade é a subjetividade

Eu me percebo. Sou eu quem me percebe. A verdade de minha existência só é percebida por mim. Não se trata, pois, de uma verdade universal objetiva, como minha altura ou sexo ou a cor de meus olhos, que qualquer um pode medir ou atestar. Não se trata de algo que pode ser conhecido, mas apenas vivido, e, obviamente, vivido somente por mim. Minha existência é particular, concreta e subjetiva, e não universal, abstrata e objetiva, respectivamente.

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Estamos perdendo nossa dimensão humana: Von Balthasar, o Eu e a aceleração do escapismo (I)

O filósofo von Balthasar

Balthasar em Lucerna
(arte por Michel Polity)

Hans Urs von Balthasar (Lucerna, Suíça, 12/agosto/1905 – Basiléia, Suíça, 26/junho/1988), que nasce e cresce num país dividido pela reforma protestante, revela, desde cedo, precocidade: aos quatro anos é iniciado no idioma francês; aos cinco, no piano. Fez os primeiros estudos com os beneditinos, em Engelberg, e com os jesuítas, em Feldkirch. Matricula-se na Universidade de Viena, em 1923, em literatura germânica.

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