Catarina de Siena e o conhecimento de si
RELIGIÃO, FILOSOFIA, PSICANÁLISE E POESIA EM PROCURA

(Niccolo Franchini, 1769. Santuário Casa de Santa Catarina de Siena.)
RELIGIÃO, FILOSOFIA, PSICANÁLISE E POESIA EM PROCURA

Fausto Antonio de Azevedo
(Psicanalista)
Mário José de Souza Neto
(Escritor, Palestrante)

Kierkegaard, os três estádios e o desespero
Em artigo anterior1 procuramos ressaltar os três estádios do desenvolvimento humano, na visão de Kierkegaard, e a maneira como tal reflexão filosófica não se opõe à religiosidade, mas, pelo contrário, enseja a passagem do ser humano ao terceiro dos níveis, o mais aprimorado, que é justamente o da religiosidade. Todavia, para isso, é imprescindível uma ação determinada de vontade em cada um que pretenda percorrer esse caminho. Uma vontade hospedada no “eu” e por ele ativada.
Ler MaisNo recente 9 de setembro, Marco Focchi lançou um texto em seu blog, que, oportunamente ao artigo Tecnologias de produção do eu que antes publiquei (https://tempoanalise.com.br/tecnologias-de-producao-do-eu-consideracoes-primeiras/), traz a importante discussão a respeito de se saber o que é o sujeito para a Psiquiatria (e, nas entrelinhas, o que é para a Psicanálise atual). Pelo valor e profundidade de tal curto texto, e sua conexão com minhas preocupações – e, ainda, recorrendo aos longínquos tempos de meu curso de italiano no Instituto Cultural Ítalo-brasileiro (Casa di Dante), ousei traduzi-lo aqui, com todo assumido risco de haver cometido erros grosseiros.
Ler MaisA principal tarefa na vida de um homem é a de dar nascimento a si próprio.
Erich Fromm (Análise do homem.)
Conhece-te a ti mesmo.
Nada em excesso.
É.
Pergunto: as três frases acima expressam sugestões? Lemas? Imperativos? E com qual propósito? Quem as disse? Quando? Quais os autores? Tanto quanto pode ser lacônico o exato conteúdo que cada uma carrega, suas histórias, autorias, interpretações o são igualmente.
Ler MaisFausto Antonio de Azevedo
(Farmacêutico-Bioquímico, Mestre em Toxicologia, Especialista em Saúde Pública, Psicanalista)
Mário José de Souza Neto
(Engenheiro Químico, Mestre em Química de Polímeros)
A verdade é a subjetividade
Eu me percebo. Sou eu quem me percebe. A verdade de minha existência só é percebida por mim. Não se trata, pois, de uma verdade universal objetiva, como minha altura ou sexo ou a cor de meus olhos, que qualquer um pode medir ou atestar. Não se trata de algo que pode ser conhecido, mas apenas vivido, e, obviamente, vivido somente por mim. Minha existência é particular, concreta e subjetiva, e não universal, abstrata e objetiva, respectivamente.
Ler MaisO filósofo von Balthasar
Balthasar em Lucerna
(arte por Michel Polity)
Hans Urs von Balthasar (Lucerna, Suíça, 12/agosto/1905 – Basiléia, Suíça, 26/junho/1988), que nasce e cresce num país dividido pela reforma protestante, revela, desde cedo, precocidade: aos quatro anos é iniciado no idioma francês; aos cinco, no piano. Fez os primeiros estudos com os beneditinos, em Engelberg, e com os jesuítas, em Feldkirch. Matricula-se na Universidade de Viena, em 1923, em literatura germânica.
Ler MaisPalavras-chaves: sujeito, ansiedade, psicanálise.
Keywords: subject, anxiety, psychoanalysis.

Herbert J. Freudenberger (1926-1999), psicólogo americano judeu de origem alemã, apresentou-nos, na década de 1970, um quadro patológico caracterizado por “(…) esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”, que foi batizado como Síndrome de Burnout (do inglês to burn out = queimar por completo).
Ler MaisPalavras-chave: bitcoin, depressão, niilismo
Key words: bitcoin, depression, nihilism

Bitcoin[1] é uma moeda, criptomoeda, descentralizada, que não existe fisicamente, é virtual. Sua emissão:
Êxodo 3:13,14
13 Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
14 E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.

Um nenhum cem mil. Quantos somos eu? Somos tantos quanto são cada um a existir no seu tempo e espaço – aqui/agora.
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